Recentemente li em uma capa de um livro o seguinte tema; Dízimos e bênçãos, um convite para você por Deus a prova, isso me levou a refletir sobre o assunto que não é muito novo no meio cristão, o dizimo, e cada vez que eu escuto uma palavra sobre o mesmo o calo em meu coração só aumenta cada vez mais, este por sua vez é resultado dá má formação que tive a respeito desse assunto e das distorções heréticas criadas no texto áureo do dizimo; Ml 3:10. Há dois motivos óbvios pelo qual esse calo em meu coração dói, primeiro pela forma  de como o dizimo é ensinado em muitas igrejas, segundo pela consciência formada de que dá o dizimo na casa do Senhor garante ao crente o direito de fazer prova de Deus.
Mas será que o texto de Malaquias garante ao fiel nos dízimos e ofertas o direito de provar a Deus? O que significa por á Deus a prova, o que Senhor quis dizer fazei prova de mim? Tentaremos a luz da palavra de Deus responder estas questões usando todos os recursos disponíveis tais como; hermenêutica, exegese e outras traduções para analisar de forma profunda esse assunto. Todavia queremos aqui enfatizar que  nós não somos anti-dizimista, o fulcro dessa postagem não é condenar a prática do dizimo, mas antes de tudo esclarecer e externar a nossa opinião sobre a questão precitada no tema.
Sabemos que o dizimo é a décima parte tanto das colheitas como dos animais, que os israelitas ofereciam a Deus (Lv 27.30-32; Hb 7.1-10). O dízimo era usado para o sustento dos LEVITAS (Nm 18.21-24), dos estrangeiros, dos órfãos e das viúvas (Dt 14.28-29). É importante ressaltar que o dizimo não é coisa da lei, pois os patriarcas o deram antes mesmo da lei de Moises ser estabelecida, porém não queremos entrar no mérito dessa questão, mas sim  nos prendermos a uma analise  mais acurada da frase “fazei prova de mim”
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.
Não se pode interpretar qualquer texto fora de seu contexto, pois isto é quebrar a hermenêutica no meio, é desconstruir o sentido exegético e funcional do texto bíblico forçando-o à dizer aquilo que não está presente no texto, principalmente quando se trata dos livros proféticos que a meu ver não pode ser entendido sem conhecer toda situação contextual dos fatos ocorridos nos mesmos.  Malaquias profeta contemporâneo de Neemias dirige sua mensagem de juízo a um povo assolado por sacerdotes corruptos, onde a hipocrisia, falsa adoração, casamentos mistos, divórcios e a arrogância de uma nação que havia se tornado tão pecadora que a palavra de Deus já não surtia qualquer impacto. Outro fator importante a destacar no texto é a sua data, em que tempo ocorreram os eventos descritos nesse livro? Embora não se possa precisar uma data, evidencias internas servem como ponto de referencia para determinar um período aproximado.
Ml 3;8 diz: Quando oferecerdes em sacrifício um animal cego, isso não é mau? e quando oferecerdes o que é coxo e doente, isso não é mau? Apresenta-o, pois, ao teu governador; acaso terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz Jeová dos exércitos.
A palavra governador (pechah) é de origem persa, encontrada também em Ageu e Neemias sugere que o livro foi escrito quando Israel estava sob o domínio dos persas (539-333 a.C)  Os sacrifícios e ofertas eram oferecidos no templo que fora reconstruído em 516 a.C (1:7-10:3:8) porém esse sistema havia sido defraudado pela corrupção do povo de Israel, que por sua estavam vivenciando um contexto de maldições. Outro fator elementar para uma interpretação correta do texto é levar em consideração as mudanças da Pericope que ocorrem ao longo deste, há no livro de Malaquias advertências únicas aos sacerdotes, e outras ao povo em geral.

Deixando de lado esse contexto histórico que a principio não nos interessa para a abordagem que aqui queremos fazer vamos ao mérito dessa postagem.

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança. (REVISTA CORRIGIDA)


Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. (REVISTA ATUALIZADA)
Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, ordeno que tragam todos os seus dízimos aos depósitos do Templo, para que haja bastante comida na minha casa. Ponham-me à prova e verão que eu abrirei as janelas do céu e farei cair sobre vocês as mais ricas bênçãos. (NTLH)
 Levem todas as décimas partes ao deposito, para que haja comida em minha casa, e façam um teste comigo diz Adonay Tza’ot vejam se não abro os portões dos céus e derramo sobre vós uma benção que ultrapassa suas necessidades (BIBLIA HEBRAICA)
 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro para que haja mantimento na minha casa e provai-me nisto, diz o Senhor, se não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção mesmo para a abundância (VULGATA LATINA)

A intenção de confrontar o texto em diversas versões da bíblia é  pra que venhamos a nos aproximar o mais próximo daquilo que Deus quis dizer ao seu povo, CONTINUA.....

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